Gostaria de falar, pela primeira vez na história deste blog, de um assunto de seriedade considerável. Considero-o de seriedade considerável uma vez que quando despoletado, tem capacidade de mudar a vida das pessoas tal como ela é actualmente. Sim, é de dimensão tal que tem este poder. Também tem o poder da visão raio-x, mas isso não é relevante para o que pretendo dizer aqui. A não ser que o que eu dissesse aqui tivesse a ver com gajas boas. Aí sim, seria relevante a visão raio-x para ver a depilação brasileira de algumas moças que conheço.
A depilação brasileira, ora aí está um bom tema para um post. Tenho de trabalhar nisso. É que o comum dos mortais não sabe, mas cada post destes requer muita pesquisa, muito trabalho de campo. Por exemplo, para o eventual post acerca da depilação brasileira terei de ver horas e horas de vídeos de mulheres desnudas, a mostrar a arte da depilação brasileira. Terei ainda de ver várias edições da Playboy Brasil, uma vez que é a fonte mais fidedigna do que se usa actualmente em termos de pelagem púbica. Enfim, horas e horas de cansaço e frete, a olhar para mulheres na sua generalidade bem feitas. Um tormento que só faço pelos leitores deste blog (mais particularmente a minha mãe e a minha namorada... não... já perdi a minha mãe... não concorda com a remoção capilar nas zonas púbicas... segundo ela "se Deus nos pôs pêlos na pachacha, é para estarem lá". Não me perguntem porquê, mas a minha mãe ficou parada nos anos 90, daí a expressão "pachacha". E acabei de perder a minha namorada também, pois não concorda com a expressão pachacha, preferindo "snaita", não sei porquê. Portanto, sou oficialmente o único leitor do meu próprio blog. Assim a fasquia sobe ainda mais alto).
Regressando ao tema em questão, penso que irá ser polémico e não consensual a discussão que introduzirei aqui, pois a minha personalidade alternativa não irá gostar muito da opinião da minha personalidade principal. Para meu descanso, as vozes na minha cabeça regressaram faz amanhã oito dias, e assim sempre podem moderar as discussões constantes entre as duas personalidades que albergo em mim. Espera lá... Se tenho consciência que tenho duas personalidades, se calhar é porque tenho uma terceira, que me permite observar-me de modo imparcial. Talvez seja a personalidade dominante. Eh lá!... Isto está mesmo de todo. E para ajudar mais à festa, o Alípius, um indivíduo gótico que faz parte do painel de vozes existente na minha cabeça, ficou constipado. Eu já o avisei para não utilizar tanta roupa de vinil, porque depois ao despir apanha com correntes de ar, e o vinil faz suar, e disto para uma pneumonia vai um passinho. Mas o raio do gótico não me ouve, o cabrão.
Bom, penso que vou terminar por aqui este post, pois já está a ficar um pouco extenso. E também já não me lembro qual era o tema sobre o qual vinha dissertar. Tenho uma ligeira reminiscência de que seria algo ligado com a hiperactividade e défice de atenção. Não posso ter a certeza. Aliás já dizia o outro: certezas não pagam dívidas.
Pergunto-me o porquê de quando alguém cita uma frase que leu ou que lhe foi reproduzida e não se lembra do autor, recorre sempre à bengala de o denominar "outro". Se calhar, existe um senhor chamado José Outro que escreveu um livro de frases feitas para todas as ocasiões. Uma espécie de livro de boas maneiras da Paula Bobone, mas com frases que se podem aplicar nos mais variados contextos para encetar uma conversa de circunstância com um primo desaparecido vai para alguns anos, ou um amigo de um amigo que nem gostamos muito mas temos de fazer conversa para o nosso amigo não ficar chateado e para ter a noção de que foi boa ideia misturar grupos de amigos para não ter de fazer duas festas de aniversário. Confusos? Não tanto como eu, acreditem.
Bom... Acho que a decisão mais audaz neste momento seria apagar este post... Mas não o vou fazer. Vou deixá-lo estar e vou começar um livro. Já pensei num título, mas ainda é embrionário: "Ser idiota para totós". Penso que vai vender que nem queijadas de Sintra em dia de incêndio na Serra.